Apoio:


 


 

© 2004 artwine.com.br. Proibida a reprodução - webmaster@artwine.com.br
Quinta da Leda, uma vertical dos sonhos, no Rio de Janeiro

O Quinta da Leda, ícone da portuguesa Sogrape e representante do que de melhor se produz hoje no Douro, tem novo representante no Brasil, a Zahil/ Winehouse, que agora completa seu já extraordinário acervo de vinhos portugueses (vide Herdade do Peso e Quinta dos Carvalhais, só para se ter uma idéia). Organizada por Antonio Campos, da Vitis Trade do Rio de Janeiro e também principal executivo da Sogrape no Brasil, no restaurante Antiquarius-RJ, a vertical de 5 safras do Quinta da Leda (1997, 1999, 2000, 2001 e a inédita 2003) reuniu grandes personalidades do vinho, tais como os jornalistas Renato Machado e Jorge Lucki, Ricardo Farias - presidente da ABS-Rio e os especialistas Célio Alzer e Paulo Nicolai, só para citar alguns.

Wine Style esteve representada por seu editor Arthur Azevedo, que conferiu os detalhes de tão importante acontecimento. Uma degustação vertical serve acima de tudo para se aferir a consistência, o estilo e também a evolução de um vinho, não só pelo seu envelhecimento na garrafa, como também por sutis mudanças na vinificação. E esta degustação de Quinta da Leda não poderia ser mais didática.

A Quinta da Leda foi adquirida pela Casa Ferreira em 1978, quando se iniciou o plantio das videiras. Hoje a propriedade tem 75 hectares, onde se originam as melhores uvas da empresa, destinadas a vinhos do quilate de um Barca Velha e do próprio Quinta da Leda. As uvas que entram na fórmula do Quinta da Leda são a Touriga Nacional, Touriga Francesa e Tinta Roriz, vinificadas em lagares ou em tanques de aço inox. Como regra geral, os vinhos passam por cerca de 12 meses bem barricas novas de carvalho francês, de 225 litros. Na degustação, o que ficou patente foi a categoria do Quinta da Leda, um grande vinho, seja qual for o ângulo pelo qual é abordado. Todas as safras mostram características comuns, tais como os aromas de ameixas, chocolate, especiarias, alcaçuz, carvalho tostado e torrefação, além das notas florais (violetas), em maior ou menor escala. O 97 já mostra notas terrosas, com delicados toques de fino couro. No entanto, chama a atenção um detalhe interessante, no caso a mudança de estilo, um pouco mais para o moderno, a partir de 2000, ano em que o vinho passou a ser vinificado no novo Centro de Vinificação. No entanto, deve ser ressaltado, que em momento algum o Quinta da Leda perde sua identidade portuguesa. Nada de uvas estranhas ao país, como bem disse Renato Machado: "que bom que não temos aqui a Cabernet Sauvignon !!!".

Também comum a todos os vinhos é a impressionante textura dos taninos, sedosos e maduros, fruto de uma perfeita maturidade das uvas. A partir de 2000 o Quinta da Leda exibe concentrações crescentes, mas sem ser massivo ou enjoativo, preservando a elegância e a sofisticação dos grandes vinhos. Talvez a síntese desta escalada seja o 2003, que no dizer de Jorge Lucki, textualmente, "é a perfeição". Hedonístico e sedutor, o Quinta da Leda 2003 estará literalmente nas alturas durante 2006, já que foi um dos vinhos escolhidos para fazer parte da badalada Carta de Vinhos da TAM, na First Class, nas rotas de Paris, New York e Miami.