Apoio:


 


 

© 2004 artwine.com.br. Proibida a reprodução - webmaster@artwine.com.br
Carlos Pulenta, de Mendoza para o Brasil, uma nova opção em vinhos argentinos

Carlos Pulenta é um nome de respeito no mercado argentino e bastante conhecido dos brasileiros, pelo excelente trabalho desenvolvido nos longos anos que esteve à frente da Salentein. Agora, Pulenta está à frente de sua própria vinícola, utilizando as uvas da família, cultivadas há muitos anos numa das melhores regiões da Argentina, Lujan de Cuyo, em Mendoza, mais precisamente na sub-região de Vistalba. Aliás, a família Pulenta é a proprietária da marca Vistalba, que identifica os seus vinhos de linha premium. A Carlos Pulenta Wines também produz vinhos com uvas provenientes de Tupungato, ao sul de Mendoza, identificados com a marca Tomero. Em ambos os casos, as uvas são colhidas manualmente, resfriadas a 6o C, escolhidas cuidadosamente, maceradas a frio e fermentadas em cubas de carvalho francês, piletas de cimento ou tanques de aço inox. Para mostrar seus vinhos, Carlos Pulenta esteve no Brasil,numa degustação organizada por Ricardo Castilho, da revista Prazeres da Mesa, realizada na churrascaria Vento Haragano em São Paulo. Atendendo ao gentil convite de Castilho, Wine Style esteve presente e pudemos então provar estes novos e interessantes vinhos argentinos.

A linha Tomero está centrada na fruta e tem dois destaque:o Malbec 2004, muito acessível e bastante agradável e o Tomero Petit Verdot 2004, surpreendente varietal desta uva pouco comum, de aromas potentes, corpo pleno, grande concentração e marcante retro-olfato de frutas em compota e chocolate. As grandes estrelas da casa, no entanto, estão na linha Vistalba e são singelamente identificados como Corte A, Corte B e Corte C. Este último, em versão 2003, é o mais simples, se é que podemos usar esta expressão, um corte de Malbec (85%) e Merlot (15%), parcialmente amadurecido em carvalho francês de segundo uso. Aqui predominam as frutas e as notas florais sutis, num vinho de bom corpo, sabor delicado e de ótima relação preço/qualidade, já que deve chegar ao mercado por volta dos R$ 40,00. O Vistalba Corte B 2003, tem fórmula mais complexa, incluindo Malbec (42%), Cabernet Sauvignon (32%), Bonarda - talvez seu grande diferencial, tal como ocorre no Corte A (16%) e Merlot (19%). Destaca-se pela paleta de aromas, com frutas mais frescas, chocolate, especiarias e notas florais, com muita maciez, belo equilíbrio, taninos sedosos e longa persistência. Deve ter preço ao redor dos R$ 85,00. O Vistalba Corte A 2003 certamente tem seu lugar garantido na galeria dos grandes vinhos argentinos da atualidade, novamente um vinho de corte, onde entram a Malbec (40%), a Cabernet Sauvignon (40%) e a Bonarda (20%), educado por 18 meses em barricas novas de carvalho francês (Allier). Escuro, denso e impenetrável, impõe respeito logo à primeira vista. Os aromas desafiam os sentidos, evocando frutas escuras em compota, com notas de fino couro e toques florais, bem emoldurados pelo carvalho tostado. Na boca destaca-se pelo equilíbrio perfeito, pela fina textura, pela elegância e pela complexidade. Estupendo, deve chegar ao mercado por cerca de R$ 130,00, muito abaixo do que realmente vale. Todos os vinhos de Carlos Pulenta poderão ser encontrados em lojas especializadas e nos melhores empórios da cidade (Santa Maria, Santa Luzia, Dinis, por exemplo).