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África do Sul - Um país de vinhos modernos e instigantes

Arthur Azevedo

Falar sobre vinhos da África do Sul, mesmo nos dias de hoje, ainda causa espanto e admiração, pois são poucas as pessoas que se dão conta de que há muito tempo o país produz vinhos e de muito boa qualidade. Boa parte desse desconhecimento deriva do fato de que a África do Sul ficou por longo tempo afastada do restante do mundo, por conta de sua política racial, o apartheid, de triste memória e que condenou todos os produtos do país a ficarem fora do mercado internacional. E os vinhos não foram exceção, permanecendo à margem da grande explosão de consumo de vinhos finos que se deu em todo o mundo.

Somente no início dos anos 1990 é que a África do Sul voltou a fazer parte do cenário vitivinícola mundial, começando de forma tímida e depois bastante agressiva uma campanha de recuperação de mercado, buscando um melhor posicionamento para seus vinhos.

E esse objetivo vem sendo plenamente alcançado, pois hoje é muito difícil falar em vinhos do Novo Mundo e não incluir várias preciosidades produzidas na África do Sul. Em termos de produção mundial de vinhos, dados de 2001 - os mais recentes disponíveis - mostram que a África do Sul ocupa o 10o lugar, respondendo por 2,5% do total de vinhos produzidos. Em 2003, a estatística oficial contabilizava 4.435 produtores de vinhos no país, com 66 cooperativas.

A exportação dos vinhos sul-africanos vem crescendo de forma acentuada, passando de algo como 25 milhões de litros em 1991 para expressivos 240 milhões em 2003. O principal vinho exportado é o produzido com a Chenin Blanc, seguido pelos vinhos à base de Chardonnay, com a Sauvignon Blanc ocupando o terceiro lugar. O consumo de vinhos no país em 2003 foi de 7,92 litros per capita ao ano, o menor em muitos anos, o que dá hoje ao país a 31a posição no ranking mundial.

Um pouco de história

No século XVII, o país já era conhecido pela produção de um renomado vinho doce, o Vin de Constance, produzido a partir de uvas moscatel, cultivadas em vinhedos localizados próximos à Cidade do Cabo. Mesmo com as condições favoráveis ao cultivo de uvas existentes na região, o sucesso não aconteceu, e uma das explicações para isso está no domínio britânico sobre a África do Sul, que cortou o suprimento de uvas francesas e obrigou o país a exportar toda a sua produção de vinhos para a Inglaterra, a fim de suprir o consumo interno desse país. A produção de vinhos não tinha qualquer controle, o que se refletiu numa inevitável queda de qualidade.

A situação só começou a melhorar no início do século XX, com a formação de cooperativas, das quais a KWV, fundada em 1918, era de longe a mais importante, controlando as cotas de plantio até 1992, a fim de garantir a excelência dos vinhos produzidos. Após um longo período de esquecimento, os vinhos sul-africanos voltaram a fazer parte da elite do vinho mundial - e se depender da qualidade de seus vinhos, deve permanecer nesse grupo por muito tempo.

Clima e geografia favoráveis: uvas de extraordinária qualidade

Uma boa parte da qualidade das uvas das principais regiões produtoras da África do Sul pode ser creditada às suas perfeitas condições climáticas para o cultivo de uvas viníferas, com bastante calor durante o dia e baixas temperaturas durante a noite, e pela ação dos ventos frios provenientes do oceano, resfriado pela corrente de Benguela, proveniente da Antártida.

Os vinhedos estão plantados em encostas escarpadas ou em áreas planas no assoalho dos vales, com boa exposição solar, o que permite um perfeito amadurecimento das uvas. O clima mais frio das áreas de plantio mais próximas do oceano favorecem o cultivo de uvas brancas, em especial a Sauvignon Blanc e a Chardonnay, que dão origem a vinhos muito frescos e com ótima expressão varietal.

Em termos de uvas, além das já citadas anteriormente, aparecem as brancas Sémillon, Riesling e a quase onipresente Chenin Blanc, a uva branca mais plantada na África do Sul, com quase 17% da área total. Curiosamente, a Chenin também é a varietal que mais está sendo substituída por varietais de maior expressão.

Um giro pela África do Sul

Para conhecer melhor algumas regiões vinícolas da África do Sul, a Expand Importadora organizou um verdadeiro "safári vinícola". Wine Style esteve presente, representada por seus editores Arthur Azevedo e Mário Telles Jr., que com um seleto grupo de jornalistas, visitaram alguns dos mais representativos produtores do país.

Após uma longa viagem de São Paulo até Capetown, nos modernos Airbus A-340 da South África Airways, fomos recebidos na Steenberg, um renomado produtor de vinhos da região de Constantia, local onde nasceu a indústria do vinho na África do Sul. A Steenberg, além da vinícola, possui um sofisticado hotel, onde ficamos hospedados, e um estrelado restaurante, o Catharina, internacionalmente reconhecido por sua culinária refinada.

Steenberg Vineyards - A excelência em brancos

No idioma local, Steenberg significa "montanha de pedra", e a vinícola, fundada em 1682, funcionava no local onde hoje está o restaurante Catharina. Hoje, a vinícola produz seus vinhos em modernas e funcionais instalações, a partir das uvas provenientes de 63 hectares de vinhedos próprios, cuidadosamente cultivados dentro dos mais atualizados preceitos técnicos. A produção anual da Steenberg é de 52 mil caixas, com exportação para 15 países na Europa, Ásia e Américas. Cerca de 60% dos vinhos produzidos são destinados à exportação, e 40% são para consumo doméstico.

O enólogo John Loubser é o responsável pelos vinhos, buscando uma grande expressão de frutas sem o apelo exagerado do carvalho. As barricas usadas pela Steenberg são provenientes das melhores tonelerias, com o carvalho francês dominando amplamente (80%) o norte-americano.

Na degustação que fizemos na companhia de John, ficou muito clara a proposta da Steenberg, que tem em sua linha de produção vinhos muito interessantes e expressivos, focados na fruta e de grande apelo internacional. Os vinhos brancos mostraram toda sua força, em especial a grande estrela da casa, o Steenberg Sauvignon Blanc Reserve 2004, produzido com uvas provenientes de vinhas de 19 anos de idade, clones sul-africanos plantadas em encostas. Uma verdadeira usina de força, esse Sauvignon é muito rico em aromas e sabores, com notas de arruda, suor e maracujá, acidez cortante, grande concentração e longa persistência (91/100). Outra preciosidade é o Steenberg Sémillon 2004, fermentado em barricas de carvalho, elegante e sofisticado, com seus aromas de frutas maduras, notas de especiarias e toques de tostado. Encorpado, macio, concentrado e persistente, é a máxima expressão dessa subestimada varietal (90/100).

No setor rubro, o solista é o Steenberg Catharina 2002, um nobre corte de cinco uvas, uma singela homenagem ao quinteto de consortes de D. Catharina, a fundadora da Steenberg. Aqui estão perfeitamente integradas as varietais Cabernet Sauvignon (35%), Merlot (25%), Shiraz (26%), Cabernet Franc (11%) e Nebbiolo (2%), criadas em barricas novas (100%) de carvalho francês por longos 12 meses. E o resultado não poderia ser mais espetacular, nesse vinho de cor rubi/púrpura intensa e nariz de frutas escuras em geléia, entremeadas por notas de menta, chocolate, torrefação e especiarias, complexo e sofisticado. Potente na boca, tem estrutura tânica baseada em taninos de grande qualidade, mas ainda muito presentes, corpo pleno, muita concentração e longa persistência. Precisa ainda de um bom tempo de adega para mostrar todo seu potencial (91+/100). Seu irmão mais velho, o Steenberg Catharina 2001, esculpido em Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, já está pronto para consumo, delicioso e sedutor, com aromas e sabores de amoras e ameixas envoltas em chocolate e tostado delicado (91/100).

Klein Constantia Estate - O berço do Vin de Constance

Os vinhedos da Klein Constantia, localizados nas encostas mais frias da região, conforme estudos recentes realizados pelo co-proprietário da vinícola, Lowell Jooste, e pelo enólogo Adam Mason, dão origem a uvas brancas de extraordinária qualidade, em especial as varietais Moscatel, Riesling, Chardonnay e Sauvignon Blanc. De certa forma, esses achados confirmam a percepção de Simon van der Stel, governador da província do Cabo no século XVII que fundou a vinícola.

Esses vinhedos, meticulosamente plantados em encostas muito escarpadas, oferecem algumas das vistas mais espetaculares de toda a região, com excelente exposição ao sol e também aos ventos frios provenientes da False Bay. O Klein Constantia Chardonnay 2003 reflete bem este terroir privilegiado. Fresco e delicado, tem aromas de frutas tropicais maduras, manteiga e tostado, com corpo médio, boa concentração e bastante persistente (87/100). Mas quem realmente rouba a cena é o Klein Constantia Vin de Constance 1999, um puro moscatel de colheita tardia, sem botrytis e com dois anos de estágio em barris de 500 litros de carvalho francês. De cor âmbar intensa, tem reflexos dourados e aromas inebriantes de doce de casca de laranja e mel, com toques minerais e de tostado, além de notas florais. Na boca é muito agradável, com intensa doçura que se sobrepõe à acidez, maciez, boa concentração, longa persistência e retro-olfato de mel e uvas passificadas (90/100).

Neil Ellis - Um pioneiro em Stellenbosch

Neil Ellis produz seus personalíssimos vinhos a partir de uvas que compra de produtores que ele seleciona meticulosamente, cultivadas em diferentes microclimas (terroirs), para depois vinificá-las em sua moderna vinícola. Atualmente, as uvas dos vinhos da Neil Ellis vêm de Elgin, Groenekloof e Jonkershoek. Cada uma dessas regiões tem características bastante peculiares, o que permite a Ellis trabalhar seus vinhos com grande criatividade. Fomos recebidos na vinícola pelo próprio Ellis, que nos explicou seus projetos atuais e futuros, deixando bastante clara as razões do imenso sucesso de seus vinhos: pesquisa, determinação, competência e, acima de tudo, um grande respeito pelo conceito de terroir, um tema extremamente atual e polêmico, ainda mais em países do Novo Mundo.

Na degustação, destaque para o Neil Ellis Sauvignon Blanc Groenekloof 2004, um velho conhecido dos brasileiros, proveniente de uvas plantadas em solo granítico, de vinhedos "em árbusto", e numa região de clima mais frio. O vinho resultante possui grande tipicidade, aromas de frutas maduras (maracujá), com notas herbáceas (arruda, grama cortada), groselhas brancas e suor. Na boca tem grande frescor, maciez, corpo leve a médio, boa concentração e longa persistência (89,5/100). Outro vinho interessante é o Neil Ellis Chardonnay 2003, proveniente de Elgin (Hall Farm), onde o clima é bastante frio, o que dá a esse vinho um interessante caráter mineral e um perfil de frutas mais contido, mas nem por isso menos agradável. Possui intensa acidez, bom corpo, sabores concentrados e boa persistência (88/100).

Morgenhof - Tradição e modernidade lado a lado

Uma das vinícolas mais agradáveis da África do Sul, com prédios antigos e belíssimos, num estilo muito característico dos colonizadores franceses (Old Cap). Estabelecida em 1692, a Morgenhof extrai sua força de suas mulheres: da proprietária Anne Cointreau e da enóloga Rianie Strydom, simpática, competente atenta a todos os detalhes de cada etapa da produção de seus vinhos. Consistente em toda a gama, degustamos vários vinhos da casa, e a primeira surpresa veio na forma de um Morgenhof Chenin Blanc 2003, com passagem por nove meses em barricas 100% novas de carvalho francês. Foi quase um resgate da dignidade dessa uva, desprestigiada no país e muito mal falada por todos os lugares que passamos. Aqui a história foi bem diferente, nesse vinho de cor amarelo-palha claro e intrigantes aromas de frutas muito maduras, mel e lanolina, com toques de carvalho tostado. Concentrado e macio, tem caráter "quase doce", e muito boa persistência. Uma prova inequívoca de que a Chenin bem trabalhada pode render bons dividendos (87/100).

A outra estrela, o Morgenhof Première Selection, não decepcionou, em duas safras muito diferentes, a 2000 e a 2001. Esse vinho é um legítimo corte em estilo bordalês, com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec, e amadurecido por 20 meses em carvalho francês (60% novo e 40% de segundo uso). Curioso notar como os dois vinhos são totalmente diferentes. O 2000 é muito mais austero, ainda fechado, com grande estrutura e taninos em grande quantidade (mas de boa qualidade). Um típico vinho de guarda, que certamente vai ter pela frente muitos anos de adega para atingir seu melhor momento. De qualquer forma, após algum tempo, mostrou aromas muito sofisticados de frutas escuras, tabaco, couro e tostado.

Já o Morgenhof Première Selection 2001, que acaba de ser liberado para a comercialização, pertence a uma outra tribo. Sua cor é púrpura, intensa e impenetrável, e mostra-se muito mais acessível, com aromas fragrantes de frutas escuras e geléia, violetas, chocolate, torrefação e carvalho finamente tostado. Na boca é um puro-sangue domado, com muita pureza de fruta, excelente concentração, taninos finíssimos, longo final e retro-olfato que transmite uma agradável sensação de frescor (92+/100). Para reservar hoje e ficar na fila aguardando sua chegada!!!

Spice Route Wine Company - Um oásis no meio do quase nada

Situada em Malmesbury, no coração de Swartland, uma região pouco conhecida e fora do eixo principal da África do Sul, a Spice Route nos reservava grandes surpresas, que compensaram amplamente o longo trajeto até a vinícola, por uma região quase desértica e bastante diferente da exuberância de Constantia ou de Stellenbosch. Braço da imensa Fairview, que também produz, além dos vinhos excelentes, queijos de inspiração francesa, a Spice Route tem na qualidade seu compromisso único.

A vinícola é de uma simplicidade franciscana, mas nota-se em todas as etapas da produção um cuidado extremo, o que se reflete claramente nos vinhos produzidos. A Spice Route trabalha com uvas provenientes dos 20 hectares de vinhedos plantados na propriedade e com uvas compradas de parceiros de longa data. O estágio dos vinhos se faz em barricas de carvalho francês (80% do total de mil barricas) e norte-americano (20%). Na linha Flagship utiliza-se a fermentação de uma parcela das uvas em lagares de concreto revestidos de epóxi, com capacidade para 5.500 quilos de uvas de cada vez.

Na linha Premium da empresa, leia-se Malabar, os cuidados incluem o uso de mesas de seleção, tanques de madeira para fermentação, prensas verticais e outros recursos para que esses vinhos sejam a máxima expressão do terroir local. Aliás, é bom que se diga que o Malabar tem como único compromisso a alta qualidade, sem nenhuma regra fixa no que diz respeito às varietais que serão usadas ou às técnicas de vinificação empregadas.

Entre uma dezena de excelentes vinhos que degustamos, destaque absoluto para o Spice Route Flagship Syrah 2001, uma bomba de frutas maduras envoltas em chocolate e carvalho tostado, com muita concentração, bom corpo, taninos finos e longa persistência (90/100). Já a grande atração da casa, o Malabar 2002, que tem em sua fórmula as uvas Syrah (58%), Merlot (26%) e Grenache (16%), com passagem por 21 meses em barricas de carvalho francês novo (60%) e de segundo uso (40%). A cor é púrpura, escura e sem sinais de evolução; os aromas são intensos e agradáveis, evocando frutas escuras, especiarias e cana-de-açúcar, com notas florais delicadas (violetas). Denso e concentrado, tem acidez e álcool em perfeito equilíbrio, ótimo corpo e longa persistência (90+/100). O Malabar 2003, ainda no tanque e pronto para ser engarrafado, é ainda melhor, com a mescla composta por Syrah (72%), Pinotage (11%), Mourvèdre (11%), Grenache (4,5%) e Viognier (1,5%). Os aromas e sabores seguem a mesma linha do irmão mais velho, mas o destaque vai para a qualidade dos taninos, irrepreensível neste caso e pelo fato de o vinho ser tão jovem e absolutamente acessível. Fique de olho, vale a pena (93+/100).

Outras vinícolas visitadas e seus melhores vinhos

Springfield Estate: localizada em Robertsonm, é uma vinícola de métodos pouco ortodoxos e não alinhados com a "modernidade", pois seu enólogo, Abrie Bruwer, um pescador inveterado, procura usar os métodos mais naturais possíveis para produzir seus vinhos. Destaque para seus dois Sauvignon Blancs, um de solo pedregoso, o Springfield Life from Stony 2004, com notas minerais e muito elegante (89,5/100), e outro de solo arenoso, o Springfield Special Cuvée 2004, que mostra frutas mais maduras, corpo leve e ótima acidez (89/100). O vinho mais estranho da casa é o Springfield Wild Yeast Chardonnay 2002, fermentado com leveduras naturais, mantém contato com elas por 14 meses, sem madeira e engarrafado sem filtração. Intenso e persistente, tem um intrigante aroma de tostado, mesclado a frutas maduras (89/100). Ainda nos brancos, merece menção o ótimo Springfield Chardonnay Méthode Ancienne 2002, um clássico no gênero, que exibe deliciosos aromas de frutas maduras, caramelo e avelãs amanteigadas, textura untuosa, excelente acidez, muita concentração e longa persistência (90/100). Na ala dos tintos brilham o Springfield Cabernet Sauvignon Méthode Ancienne 1999, elegante e muito sedutor, com seus aromas de figos secos caramelizados, cassis, tabaco, melaço de cana e resinoso, com muito equilíbrio, maciez, concentração e complexidade de sabores (90,5/100).

Hamilton Russel: um velho conhecido, produz alguns dos melhores vinhos da África do Sul, a partir de uvas cultivadas em Walker's Bay, um microclima ideal para as varietais Pinot Noir e Chardonnay. Trata-se de uma região bastante fria e com solos argilo-arenosos. Merecem menção o Hamilton Russel Chardonnay 2002, de aromas e sabores de frutas maduras e notas minerais, boa concentração e agradável retro-olfato (88/100), e o estupendo Hamilton Russel Pinot Noir 2002, com seus delicados aromas de cerejas maduras e elegante tostado, taninos de fina textura, longa persistência e sabores exuberantes (90/100).

Ainda visitamos:

Kaapzitch (Kaapzitch Shiraz 2001: 87,5/100), Buitenverwatching (Christine 2000: 85/100), Groot Constantia (Gouvernous Reserve Chardonnay 2003: 89/100), Constantia Uitsig (Sauvignon Blanc 2004: 89,5/100), L'Avenir Estate (Sauvignon Blanc 2004: 89,5/100; Chenin Blanc 2004: 89,5/100 e Pinotage 2001: 86/100), Vergelegen (Sauvignon Blanc 2004: 90/100; Chardonnay Reserve 2003: 91/100; Vergelegen Blanc 2003 Sémillon/Chardonnay: 91/100; Vergelegen Shiraz 2002: 89/100).

Todos os vinhos descritos nesta reportagem são trazidos ao Brasil pela Expand Importadora.

Turismo na África do Sul

Como se a excelência dos vinhos não fosse suficiente, a África do Sul ainda tem ótimas opções de turismo. Safáris, parques temáticos em Sun City, passeios ao Cabo da Boa Esperança, à Boulder - a praia dos pingüins africanos -, e finalmente ao incrível Waterfront, uma mescla de shopping center e área de lazer, com ótimos restaurantes de todos os estilos (não deixe de conhecer o Baia, especializado em frutos do mar). Conheça ainda o simpático Panamá Jack, um restaurante temático muito interessante. Motivos para ir à África do Sul não faltam.

Agradecimento especial para a WOSA - Wines of South África, entidade que congrega os produtores de vinhos da África do Sul pelo suporte prestado durante a nossa viagem.

Arthur Azevedo, editor de Wine Style e diretor-executivo da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP), viajou para a África do Sul a convite da Expand Importadora.